
Holografia vs Fotografia (2D)
A forma mais habitual e amplamente utilizada de replicar imagens da realidade é a fotografia. A fotografia é, basicamente, a gravação das diferentes intensidades da luz refletida por um objeto e fotografadas por uma lente. No entanto, a informação sobre as dimensões do objeto não está contida somente na amplitude (intensidade), mas também na fase das ondas de luz. A grande diferença entre a holografia e a fotografia consiste na informação que é registada. Esta informação está no motivo pelo qual as fotos são bidimensionais, enquanto os hologramas são tridimensionais. A holografia consegue o registo total da informação de um objeto, isto é, amplitude e fase, através da utilização de técnicas interferométricas* [5].
Na fotografia, regista-se a imagem de um objeto e, consequentemente, a um ponto do objeto corresponderá unicamente um ponto da imagem. Na holografia, procede-se ao registo do padrão de interferência entre o feixe de luz do objeto e o feixe de luz de referência. Cada ponto do objeto contribui para todos os pontos da imagem, em que cada ponto da imagem contém informação de todos os pontos objeto. A redundância e a tridimensionalidade são características intrínsecas do processo holográfico [24].
Através da estimativa do tamanho de objetos e considerando a forma e direção da sua sombra, é possível criar na nossa mente, através de uma foto, uma representação geral acerca das propriedades volumétricas. Por outro lado, se os tamanhos dos objetos forem idênticos e não existirem sombras, o conteúdo volumétrico da cena fotografada é completamente perdido. Temos, como exemplo, uma fotografia de flocos de neve num fundo preto, onde não conseguimos distinguir qual está mais perto ou mais afastado [5].
*Interferometria: é a ciência e técnica da sobreposição de duas ou mais ondas, o que cria como resultado uma nova e diferente onda que pode ser usada para explorar as diferenças entre as ondas.