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Técnicas holográficas?

 

As técnicas holográficas são escolhidas de acordo com o holograma a produzir. Existem várias técnicas destacando-se, por serem a base de outras, a holografia por reflexão e a holografia por transmissão.

 

Cada técnica holográfica possui o seu método de registo e de reprodução. Na reprodução de hologramas, podemos obter dois tipos de imagens, as “virtuais” e as “reais”. Uma imagem que surge atrás da placa holográfica, relativamente ao observador, é chamada de imagem virtual. Se a imagem surge entre a placa holográfica e o observador, é denominada imagem real (Figura 10) [5].

 

A holografia de reflexão permite produzir hologramas visíveis com luz branca. A característica desta técnica, para o registo do holograma, é o facto do feixe do objeto e o feixe de referência atingirem a placa holográfica de lado opostos. Para efetuar esta técnica, pode ser utilizada uma configuração de feixe simples ou de feixe duplo. Na primeira configuração, como é possível ver na Figura 4, utiliza-se apenas o feixe de luz laser e a luz que é refletida pelo objeto para o registo do holograma. Porém, quando é necessário iluminar um objeto mais complexo, um único feixe de luz é insuficiente para se obterem resultados adequados, uma vez que apenas a parte do objeto mais próxima da placa holográfica será bem registada. Na segunda configuração, adiciona-se um divisor de feixe à configuração de feixe simples, de modo a que o objeto seja iluminado também com o feixe de luz laser (Figura 5) [4], [6].

 

 

 

 

 

 

             Figura 4 - Representação da configuração da holografia por reflexão com feixe simples.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                 Figura 5 - Representação da configuração da holografia por reflexão com feixe duplo.

 

No que respeita à reprodução de hologramas obtidos por esta técnica (Figura 6), estes podem ser reconstruídos por luz branca, sem necessidade de recorrer a nenhum elemento adicional (lente ou filtro). Para tal, é utilizado um feixe de luz para reconstruir a frente de onda refletida pelo objeto original. O feixe de reconstrução é posicionado no mesmo ângulo do feixe de referência utilizado no registo. A imagem virtual surge atrás do holograma, na mesma posição do objeto original [21].

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                 Figura 6 - Reprodução de um holograma obtido através da holografia por reflexão.

 

O registo da holografia por transmissão, ao contrário da holografia por reflexão, caracteriza-se pelo facto do feixe do objeto e do feixe de referência atingirem a placa holográfica pelo mesmo lado. Esta técnica pode ser aplicada usando as mesmas configurações, de feixe simples (Figura 7) ou de feixe duplo com o auxílio de um divisor de feixes (Figura 8) [4, [6].

 

 

 

 

 

 

 

         Figure 7 - Representação da configuração da holografia por transmissão com feixe simples.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

          Figura 8 - Representação da configuração da holografia por transmissão com feixe duplo.

 

Na reprodução de hologramas obtidos por esta técnica, através da reconstrução da frente de onda original do objeto, é necessário iluminar a placa holográfica com um raio laser idêntico ao de referência, isto é, mesmo comprimento de onda e ângulo incidente.

Como é possível ver na Figura 9, quando a placa holográfica é iluminada, o laser é difratado em três feixes que passam pelo holograma:

   - Um feixe não difratado (ordem 0) passa diretamente através do holograma, mas não produz uma imagem.

  - Um segundo feixe forma a imagem primária (ordem +1), a imagem “virtual”, que é difratado segundo o mesmo ângulo do feixe do objeto utilizado no processo de registo.

   - Um terceiro feixe forma a imagem secundária (ordem -1), a imagem “real”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Figura 9 - Reprodução de um holograma obtido através da holografia por transmissão.

 

Se o observador olhar através do holograma no mesmo ângulo do feixe da imagem primária, é capaz de observar uma imagem “virtual” do objeto, localizada atrás do holograma. Porém, se o observador olhar para o holograma no mesmo ângulo do feixe da imagem secundária, é capaz de observar a imagem “real” do objeto, localizada em frente do holograma (Figura 10). Deste modo, o holograma de transmissão regenera uma imagem virtual, que é pseudoscópica*, e uma imagem real ortoscópica** [21].

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Figura 10 - Imagem obtida de acordo com o ponto de vista do observador.

 

 

* Pseudoscópica: imagem que apresenta o relevo/profundidade invertidos em relação à original.

 

** Ortoscópica: imagem que apresenta o relevo/profundidade igual à original.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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